Ora aqui está um tema que, para mim, dá pano para mangas. Não acredito em felicidades absolutas, totais. Não acredito que alguém possa ser feliz todos os dias, a cada dia, a cada hora. Não acredito. Mas cresci a acreditar que sim. Culpa dos danados dos filmes da Disney e de outros em que o final era sempre um "e viveram felizes para sempre". A vida foi-me ensinando que filme é filme. E a vida real é tão diferente.
Sempre foi um tema sobre o qual pensei. Sobre o qual tentei escrever várias vezes para ordenar as ideias na minha cabeça.
Ultimamente li um reportagem sobre um professor de felicidade da Universidade de Harvard (acho que era esta) em que dava dicas para se ser feliz. E pelos vistos a cadeira é das mais concorridas e tal. E blá-blá-blá. E depois de ler aquelas não sei quantas páginas, penso, ok... esta é a verdade deste senhor todo famoso. Mas será esta a minha verdade? Será este o segredo para a minha felicidade? E penso que não. Penso que cada um de nós deve procurar a felicidade da sua forma. Não existe uma receita que sirva todos. Caso contrário, quem a descobrisse estaria já rico e nós todos felizes!!!
Mas se tento ser feliz? Óh meus amigos, tento, sim! Tento, mas tento. Não digo que tento e depois entro numa de deixa andar. Não funciono assim. Não gosto de mais ou menos, de morno e deixa correr. E quando dislumbro a minha vida a entrar num desses túneis escuros, tento acender a luz rapidamente, que é como quem diz, fazer algo pela minha vida, pela minha felicidade.
Quem me conhece, sabe que luto por aquilo em que acredito, que sou fiel a mim própria, que não levo desaforo para casa, que tenho o coração muito perto da boca, que choro com a mesma facilidade com que me roubam um sorriso.
Acredito que todos somos felizes a espaços. Esta é a melhor definição que encontro. Para uns, os espaços são mais curtos, mais frequentes, para outros mais espaçados, mais prolongados. Mas é assim que vejo a felicidade.
Um dos livros que estou a ler (Não há famílias perfeitas) tem uma passagem que me captou a atenção. Para quem não conhece, tratam-se de pequenas histórias do dia-a-dia, de mães, que são relatadas a uma psicóloga que as passou para livro. As palavras não serão exactamente estas, mas diz que numa conversa com a psicóloga, esta lhe recomendou que sempre que se sentisse feliz, mesmo feliz se agarrasse a essa felicidade e não a deixasse fugir, que repetisse para si própria essa frase. E achei muita piada à ideia. Acho que é um truque a tentar. Mais um.
E sim, eu sou feliz... a espaços...